segunda-feira, 9 de maio de 2011

                                                            * O rato


            Este momento é o único momento em que consigo ficar quieta e pensar somente em meu passado e nos que foram os momentos mais consumíveis de minha vida, momento de razão, de suprema vã filosofia –momento do nada – infernalmentes torturantes mas, que fazem partes da minha razão, do que hoje me tornei.
           Pego em minha cabeça e penso se isso que estou sentindo é a razão ou a emoção, o amor ou o ódio, todos numa mesma carne, todos numa mesma lembrança se tornando consciência ou isto que está acontecendo essa  tal consciência é apenas reflexão do que foi para mim horas consumíveis do meu ser.
Eu, somente eu, sozinha de porta fechada, dentro de um barraco, um pequeno casebre, mas onde se cabia de tudo, mas ao mesmo tempo o nada não cabia mais dentro daquele recinto, somente cabendo dentro de mim, comecei a pensar no rato que vira ontem a noite aqueles olhos penetrante me olhavam, olhos pretos e brilhantes, brilhantes como pérolas que me perseguiam e eu caindo em um abismo, corria sem ver o abismo que me esperava e os olhos ainda me seguiam e como toda perseguição eu fugiria sem olhar para trás não via mas, os olhos pretos e brilhantes, pois não olhava para trás.
          Continuava sentada entre aquelas quatro paredes, para mim eram como se fossem paredes, alvenaria , mas a verdade que me sufocava não eram paredes e sim lonas e plásticos que me sufocavam toda vez que ia dormir, somente dormindo me sentia sufocada, talvez por estar dormindo não me lembrasse que morava num barraco envolto de lamas e cocôs que passavam como uma lagoa arrastando os lados ruins das pessoas e eu estava sentada tranquilamente quando ele reaparecera era aquele rato com seus brilhantes olhos pretos e nojentos que me fitava, acho que todos os ratos são iguais, brilhantes, astutos e nojentos , aquele brilho daquele ser que se movia lentamente, aquele brilho parecia fazê-lo importante, como tudo que brilha é importante, mas aquele rato parecia ter um olhar de autoridade, tinha uma certa importância .
E minha moralidade não podia deixar aquele rato me olhar daquela forma, naquela favela, nada parecia tranqüilo, nem as pessoas me pareciam tranqüilas, quando se agitavam podia escutar suas lamurias ao longe, alguns gritavam alto, outros deixavam que seus olhares gritassem liquidamente, mas os ratos me perseguiam como algozes maltrapilhos , como alguns político sem moral alguma que roubam a comida de crianças nas escolas públicas tinham uma certa semelhança a eles, ratos imundos, será que pensam como gente? Violentam como gente? Aquele rato me perseguia, entrava em minhas entranhas por seu olhar penetrante e me mobilizava, olhos sem gosto nem prazer encaravam-me forçadamente com aquele jeito astuto.
          Via seus olhos sob as tábuas do barraco que ficavam no chão, coloquei aquelas tábuas para tomar banho era assim que tomava banho sobre as tábuas num local a parte e o nojento achou de fazer sua casa embaixo de minhas tábuas e agora seus olhos astutos e precisos me perseguiam.
Tive uma ideia, pegaria ele, com a fome que estava o comeria sem mesmo esquentar sem tirar seus pêlos, seus falsos pêlos brilhantes. Para que serve seu brilho podia comê-los com pêlo e tudo, meu estômago se rebatia como um policia que bate em presos, com um pouco de violência, lembrava daquele rato que me fazia tirar do sério (......)

   * por   Virginia da Silva Melo
   introdução do conto o rato escrito por mim.

terça-feira, 3 de maio de 2011

ser mãe,
envolvê-los num  ninho d' água,
ensiná-los a romper,
a chorar,
acariciá-los,
ensiná-los a falar,
a caminhar,
a amar,
a crescer,
enfim, a viver,
estão sós.



por Virginia da Silva Melo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Professores alagoanos são cada vez mais "agredidos" por alunos

por Emanuelle Oliveira
O Projeto de Lei 267/11 da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal, estabelecendo punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino pode ser uma alternativa para conter o aumento de casos de violência no ambiente escolar.
Caso o projeto seja aprovado o estudante que descumprir a lei ficará sujeito à suspensão e, diante de reincidência grave, será encaminhamento à autoridade judiciária.
Com isso, haveria mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) onde seria incluído o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
De acordo com a deputada o projeto surgiu devido ao aumento de episódios de indisciplina em sala de aula, ressaltando que muitos episódios de agressões verbais contra professores acabam sem punição.
Em algumas escolas da rede pública de Alagoas o clima de insegurança é intenso, tanto dentro quanto fora da sala de aula, que em boa parte dos casos é causado pelos próprios alunos, considerados em situação de risco por terem envolvimento com drogas.
“O problema de professores agredidos por alunos vem crescendo. Nos anos 60, os educadores eram vistos com respeito pela minha geração e eram raros os casos de agressões físicas ou verbais. Infelizmente ficamos sabendo desses casos com mais freqüência na educação pública, em escolas da periferia”, afirmou Edna Lopes, Secretária de Assuntos Educacionais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) e presidente do Conselho Municipal de Educação (Comed).
Edna explicou que já existem vários mecanismos para punir o estudante que cometer algum tipo de infração, destacando que projetos que abordem esse assunto acabam gerando discussões e reflexões no ambiente escolar, destacando que é possível registrar um Boletim de ocorrência diante de casos de agressão, comunicando também a situação à Vara da Infância e Juventude.
“O dolo é a justificativa usada para aplicar uma suspensão, por exemplo, mas os estudantes que agem assim não podem ser abandonados, precisam de acompanhamento e de sigilo porque o assunto é sério. Em escolas do estado há vários casos de alunos que estão em liberdade assistida. Também existem situações em que o professor agride e ele será responsabilizado criminalmente”, destacou.
Ela lembrou ainda, que é preciso pregar uma cultura de paz nas escolas, para que educadores, estudantes e funcionários se sintam protegidos.
“Existem professores que não se sentem seguros nem em chamar a atenção do aluno. Soubemos de casos de ameaça e até depredação do patrimônio do professor, como arranhões em carros. Ameaças verbais também são constantes,por isso temos que prevenir antes que a violência se instale dentro e fora das instituições de ensino”, ressaltou.

Fonte: www.cadaminuto.com.br/noticias

quarta-feira, 23 de março de 2011



Indicação de leitura
Leitura do livro "Os segredos da mata" de Simone Cavalcante,Claudia Lins e Tiago Amaral com ilustrações de Pedro Lucena.
O livro faz referência à preservação das matas das regiões costeiras como a nossa região da Orla Lagunar e Marítima.
Doado pela professora Walnyce à minha filha Francialy Clarissa se  tornando agora  seu livro de cabeceira, recomendamos a leitura do livro a todas as crianças para que as mesmas se tornem defensoras da natureza, aprendendo a preservar e cuidar.
Boa leitura !!!

                                                      Virginia da Silva Melo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Viver



Quero viver, não por acaso, nem por agrado
Nem aos prantos.
Viver cada momento, não em vão
Nem por lamentos.
Quero viver, acalmar meu pranto,
Enxugar meu riso, extrair encantos.

Quero amar, sem que esse tornar-se-á ódio
Oriundos de uma mesma raiz
Não derramar lágrimas no sofá, nem acordar aos prantos.
Comungar desafios, tristezas e agonias
Dividi-las, reparti-las

Quero viver e amar, sofrer e morrer
Quero viver de encantos, um dia a dia de risos, lágrimas e desencantos
Chorar, rir , sofrer,amar, amadurecer

Quero viver ,,,,,
Quero viver,,,,,,,
Quero viver,,,,,,


                                       Virginia da Silva Melo

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ambiguidade

                  



   Ambiguidade

Sozinha e triste
Quanta saudade !
Quantas angústias e noites insones
O pensamento em você
Eu, triste e cansada com minha tristeza inexada
Sem saber dizer
E o tempo cansado do meu pensamento chato!

A procura de uma resposta qualquer às minhas perguntas
A espera de uma ligação
Fico a alcançar a resposta dele, o tempo cansado e sublime
Tão inteligente, tão aplicado
Que procurei e não mas requeri, devido a valores, a razão, obstruindo o meu amor, sufocando-o
Quanto tempo serei um,
O qual me envelhece e me faz sofrer
Que tempo cansado, triste e só,
Quanta ambiguidade!Pois  parece que estás sozinho mesmo te tendo do meu lado
Por que estás em meu acontecimento diário
 E neste, somente você acontece, mas abstrato em minhas noites insones,
Nas pequenas coisas, uma palavra
Nas gigantescas coisas,as alegrias
Eu te teria sempre ao meu lado, mesmo que não fosse do meu jeito,mas não te quero de mal jeito
Quanta ambiguidade!

                                                     
                                                   Virginia da Silva Melo

terça-feira, 15 de março de 2011



         Inserir  à criança desde cedo ao ambiente linguístico é prepará-la a criar intertextualidades com o mundo, é realizar antecipações futuras de letramento e alfabetização, consiste também em  criar hábito à leitura de diferentes realizações textuais.  
         Por isso,   pais, educadores e responsáveis devem contribuir para proporcionar à criança um ambiente onde a escrita e a leitura  façam  parte de seu convívio.
         Leia para o bebê, ofereça-lhe livros com gravuras para que os folheiem (existem livros adaptados para crianças bem pequenas como os livros de banho que são uma ótima opção para bebês);
         Se a criança ainda não sabe ler, leia sempre para a criança, verá que mesmo não sabendo ler eles se interessam pela história contada, e isso virará  hábito.