o silêncio
um estrondoso barulho foi ouvido
as palavras proferidas escandalosamente
o fim da vida, no começo da eternidade
a luz trazia aquele som
o silêncio,
ela permanecia como uma estátua
dentro do seu silêncio
podia ouvir o pensamento de todos
num só pensamento,
gritos,
e o silêncio fez com que ele nao pudesse vê-la
passou,
e o ônibus voltou a andar
a provação da vida
passou,,,
por Virginia da Silva Melo
“O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos". RUBEM ALVES
domingo, 15 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Escolas alagoanas têm projetos selecionados em Feira Brasileira de Ciências e Engenharia — Educacao
Escolas alagoanas têm projetos selecionados em Feira Brasileira de Ciências e Engenharia — Educacao
Mais uma vez a professora Nadja Alves orientando projetos que foram selecionados para participar de mais uma febrace.
Tive a oportunidade de conhecer a educadora nas dependências daquela secretaria e acompanhei de perto todo o seu esforço em busca de apoio aos projetos,são exemplos como o da professora Nadja que nos possibilita a acreditar na educação pública.
Parabéns professora pelo esforço e dedicação!!!
Mais uma vez a professora Nadja Alves orientando projetos que foram selecionados para participar de mais uma febrace.
Tive a oportunidade de conhecer a educadora nas dependências daquela secretaria e acompanhei de perto todo o seu esforço em busca de apoio aos projetos,são exemplos como o da professora Nadja que nos possibilita a acreditar na educação pública.
Parabéns professora pelo esforço e dedicação!!!
domingo, 8 de janeiro de 2012
Dica de Leitura
Para uma leitura nas férias vai a indicação do livro ADIVINHA QUANTO EU TE AMO de Sam McBratney.
Quando amamos muito alguém, mas muito mesmo procuramos mensurar este sentimento é o que tentam fazer o coelhinho filho e o coelho pai, mas logo eles vão perceber que não é fácil mensurar tanto amor, o livro nos ensina que o amor que sentimos por nossos pais não é assim tão fácil de medir.
Vocês vão amar esse livro.
Meu filho Friederich adorou e mesmo que leia outros livros , sempre pedi pra que eu leia pra ele antes de dormir.
Quando amamos muito alguém, mas muito mesmo procuramos mensurar este sentimento é o que tentam fazer o coelhinho filho e o coelho pai, mas logo eles vão perceber que não é fácil mensurar tanto amor, o livro nos ensina que o amor que sentimos por nossos pais não é assim tão fácil de medir.
Vocês vão amar esse livro.
Meu filho Friederich adorou e mesmo que leia outros livros , sempre pedi pra que eu leia pra ele antes de dormir.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Passagem- momento de renovação
É preciso entender quando uma etapa chega ao fim, quando é hora de virar a página de nosso livro,de cerrar aquela porta, de apagar as lembranças de algo que não foi bom, ou de algo que já se foi.
É necessário seguir em frente e compreender aquela leitura vivida. O que já foi dito, feito, ou não feito, não pode virar recordações dolorosas , não podemos viver ao mesmo tempo nas duas passagens do tempo é preciso seguir adiante pra recomeçar, temos que atravessar essa ponte e seguir no presente rumo ao futuro.
Tão pouco, não devemos ficar atrelados ao passado como escravos do tempo, como não podemos viver de lembranças ruins, ou dos momentos dificeis que passamos, se o capitulo daquele livro chamado vida foi uma tempestade,lembrem-se esse capítulo passará, pois nada é eterno, a dor não é eterna, nem os sofrimentos são eternos.
Por isso jogue fora as coisas as quais consideras velhas, aquilo que não te serve, as mágoas, os rancores,as desilusões, as lembranças tenebrosas, aquilo que te fez chorar, as vezes precisamos destruir recordações ( é dificil ,mas é preciso) é preciso modificar.
E lembrem-se, nada do que nos acontece ou aconteceu foi por acaso - recomece. Temos que iniciar um novo capítulo da nossa história e acreditar que, o que já foi lido também foi compreendido e modificado esse é o sentido da vida - a transformação.
por Virginia da Silva Melo
domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Verdade Negada parte II (continuação)
“Quando não se havia mais lágrimas para extrair,quando o mundo já não me servia, comecei a traduzir o meu caos através das minhas palavras do meu próprio jeito”
Virginia da Silva Melo
Da calçada dava para vê-lo apressadamente chegando, cabisbaixo de olhar lançado para o chão, na mente sofrida só os sonhos a preenchia e sobre seus longos ombros, o pensamento, a passagem de quando ainda era criança. Aquele orfanato, as severas pressões dos funcionários, pensava porque a vida lhe arrebatou para aquele destino, não sabia por que aquilo havia acontecido, fora colocado lá sem menos perguntarem se gostaria de ficar, nem o direito de responder lhe havia permitido, nem uma opinião, pensavam que criança não tem direito de escolha.
O sonho de criança, de crescer com os afagos da mãe, de assimilar a referência masculina isso lhe foi retirado,o paradeiro do pai, a certeza da orfandade.Pensava em sua mãe que foi privada da vida tão precocemente, aquele colo materno, os afagos, foram trocados pela vivência no orfanato.
E minha violência psicologica (era minha, pertencia a mim) ,lançadas sobre mim , como forma dele compensar a infancia de desnutrição psicologia, brutalidade que atingiria minha autoimagem, meu autoconceito e minha autoestima.Uma década sem entender o que acontecera para que Pedro fosse assim. (.......)
por Virginia da Silva Melo
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Verdade Negada parte II
“Quando não se havia mais lágrimas para extrair,quando o mundo já não me servia, comecei a traduzir o meu caos através das minhas palavras do meu próprio jeito”
Virginia da Silva Melo
* Minhas dores tornavam-se intensas, quando não conseguia verbalizar. Não falava o que estava sentindo, sentia muito medo dele, minhas palavras se fossem ditas era como via de escoamento do afeto estrangulador, sentia uma real necessidade de expressar a minha dor, era preciso escoar de alguma forma o que não suportava, essa sinestesia tão intensa.
A linguagem é uma expressão que se usada para verbalizar suas ações pode ser usada como objeto de estudo de pesquisa da mente humana, entretanto não podia falar, sentia que havia perdido as palavras, a linguagem deixara de ser minha forma de comunicação, me comunicar pela linguagem seria um absurdo um monólogo,amordaçada por toda uma vida.Que sensação terrível.Mas as palavras que me fora roubada adormeceria por longo período, enquanto outras eram constantes aos meus ouvidos, opressoras, agressivas, de traduções duvidosas,e de interpretações vulgares,estas furavam meu peito como lanças encharcadas de ódio, ou amor quem sabe?Difícil entender opostos, já que os dois se preenchem.
Meus medos me dominavam, eram meus guias, me conduziam pro caminho que eu devia seguir, caminho sem caminho, paralíticos, desesperançosos, que aflição seguir esse caminho!
Uma linguagem imperfeita, não verbalizada, era tudo que podia dizer.
Sofrimento?
Não.
Escolha. Escolhi ser assim, mas se escolhe a quase inexistência, uma paralisia opcional, como? Perguntava-me.
O inferno pelo qual eu passara, fora o inferno do amor. Como posso falar, o inferno que me fez gente, que me amordaçou por toda uma vida, uma inutilidade perfeita, mas o que dizer dessa inutilidade de não pensar em nada,o pensar como uma escassez horripilante de não entender o que se passava,o que pensar de uma vida inteira com a auto estima jogada ao chão, assim me sentia.
O bem preenchendo as cavidades do mal como uma chave que preenche a fechadura da porta, assim é o amor.
Assim falaria se pudesse, nunca pude falar somente gesticulava, quando menos murmurava o que sentia.
Monossílabos insanos, sem a mínima compreensão.
*parte do texto Verdade Negada por Virginia da Silva Melo
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